O amor de mãe é sagrado, Para o seu filho querido, Ela já lhe tinha amor, Antes dele ter nascido,
Para o filho dar à luz, Muito sofrimento tem, Não devemos esquecer, O nome da querida mãe.
Nove meses andou escondido, No ventre da sua mãe, Não o deitou ao mundo, Para o deixar ao desdém.
No seu bercinho deitado, Para o conforto lhe dar, Com o ouvido à escuta, Para ver se o ouvia chorar.
Ó minha extremosa mãe, Que tanto me acariciavas, Quando me vias chorar, Tantos beijinhos me davas.
O nome de mãe é sagrado, Não se deve esquecer, Para o dar ao seu filho, Deixava de o comer.
Não devemos esquecer, O nome de mãe tão querida, Temo-la no coração, Lembrares-nos toda a vida.
Em Março de quarenta e nove, A minha mãe faleceu, Há cinquenta e cinco anos, Nunca a mãe me esqueceu.
Filhos, amai vossa mãe, Tende-lhe afecto profundo, O ter mãe é o melhor bem, Que se pode ter no mundo.
Despedi-me da minha mãe, Com muita dor e ternura, Hei-de ficar ao lado dela, Quando for para a sepultura.
Por Joaquim Martins
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