Ando perdido de amores Por ti rainha dos prados Espero encher de flores O teu seio perfumado.
Você não me desagrada Servia para meu amor Mas não quero um lavrador Porque eu sou muito afinada.
Vai tão longe a mocidade Vejo tão perto o meu fim Que as vezes dá-me vontade Deitar luto por mim.
Lá longe no presépio pequenino No meio da pobreza e da humildade Quis nascer o Deus Menino Para salvar a humanidade.
Ouvi gabar tantos beijos Deles dizer tanto bem Que nasceram desejos De provar deles também.
Por D. Lucilia Favas
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