Teus olhos são duas rosas, Nascidas no meu jardim, Nasceram com o destino, De serem logrados por mim.
Nesse teu rosto perfeito, As consegui plantar, Para nas noites escuras, Me conseguirem alumiar.
Dão luz como o luar, Como o luar de Janeiro, Alumiam meu coração, E também o mundo inteiro.
Meu coração ilumina, Mesmo que estejam distantes, O brilho desses teus olhos, É como dois diamantes.
Quando entro no meu quarto, E a luz esteja apagada, Vejo tudo tão escuro, Sem eles não vejo nada.
Por causa de três meninas, Eu ando entre abrolhos, Uma és tu, e duas são, As meninas dos teus olhos.
Foi tanta a simpatia, E o amor que dediquei, Se me falta a luz dos teus olhos, Eu sequinho ficarei.
Eu confesso a verdade, Se a confesso não nego, Sem a luz desses teus olhos, Eu não vejo, fico cego.
Por Joaquim Martins
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