História da Fundação

Francisco António Meireles
Fundador
António Augusto Pereira Miranda
1907 a 1932
Mário Luís de Sousa
1932 a 1956
Ramiro Carlos Guerra
1957 a 1976
João Alexandre Lima Clemente
1976 a 1989
Almiro Angelo Sotta
1989 a 1991
Antero Anibal Pontes de Castro
1991 a 1996
António Olímpio da Silva Moreira
1997 a 2003
Adelina Maria Antão Bilber
2003 a 2005
A Fundação Francisco António Meireles foi instituída, no começo do século passado, com a designação inicial de “Asylo Francisco António Meireles”. Nascida na crise politica, social e financeira que marcou os últimos anos da monarquia, é obra da vontade do benemérito Francisco António Meireles, nascido em Torre de Moncorvo em 12 de Maio de 1833 e falecido em Lisboa em 6 de Janeiro de 1904. Solteiro, sem filhos e detentor de largos meios de fortuna, legou, por testamento de 9 de Junho de 1902, o remanescente da liquidação dos seus bens – depois de contempladas algumas pessoas amigas e familiares – ao projecto de criação de uma instituição de acolhimento de idosos e crianças na sua terra natal.


Os estatutos iniciais da instituição, datados de 31 de Dezembro de 1908, estabeleceram a aplicação de uma parte do legado na aquisição do terreno e construção do edifício de suporte social para “recolher os velhos e as crianças desamparadas de ambos os sexos da Vila de Moncorvo, fornecendo-lhes alimentação e dando-lhes educação, instrução e tratamento nas suas enfermidades”.


As instalações iniciais foram inauguradas em 30 de Janeiro e 1916, ocupando um belo e espaçoso edifício na encosta da serra do Reboredo, dominando a Vila e tendo uma vista esplendorosa sobre esta.


A administração da instituição era então exercida por uma comissão administrativa composta de três elementos de nomeação régia, escolhidos entre os vogais do Conselho Superior de Beneficência Pública, e estava sedeada em Lisboa. Em 1958, na consequência do falecimento do então presidente da comissão administrativa, Senhor Mário Luís de Sousa, foi nomeada a primeira Comissão Administrativa residente em Torre de Moncorvo.


O senhor Mário Luís de Sousa, banqueiro e director-geral do então Banco Fonsecas, Santos e Viana, presidiu à instituição durante cerca de 23 anos, até ao seu falecimento em 27 de Abril de 1956, tendo-se igualmente tornado durante esse período um grande benemérito da instituição. Para além de cobrir do seu bolso os défices anuais da instituição, adquiriu e ofereceu uma propriedade contígua ao terreno inicial e doou-lhe um valioso lote de acções do seu Banco (o valor actualizado de uma proposta de compra dessas acções, feita à instituição em Março de 1974, rondaria em 2003 os 10 milhões de euros).


A instituição teve também, desde os seus primórdios, e até á data de 2006 a estreita colaboração das Irmãs franciscanas hospitaleiras da imaculada Conceição no funcionamento e na assistência aos utentes, tendo as primeiras Irmãs chegado à instituição em 8 de Dezembro de 1915.
Face ao estado de degradação do edifício anterior, chamado de “asylo”, foi construido um novo edifício, iniciado em 1990 e inaugurado em 1999, proporcionando uma excelente qualidade de instalação para os utentes.


A fundação não tem hoje outras receitas senão as provenientes das participações dos próprios utentes e do Ministério da Segurança Social e o rendimento em espécie, para uso próprio, da exploração dos terrenos agrícolas onde se encontra instalada.


Os estatutos actualmente em vigor, registado na Direcção-Geral da Segurança Social em 26 de Março de 1986, estabelecem como objecto da fundação “promover assistência à população infantil e jovem do sexo feminino e á população da terceira idade, abrangendo o seu âmbito de acção todo o território nacional.